quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC
Rozana de Souza Lima Ferreira
Colégio Dr. Onério Pereira Vieira

Quem sou eu como professora e aprendiz

Como professora procuro sempre levantar questões que visam despertar o lado crítico do aluno, fazendo com ele sinta inserido no contexto e dando oportunidade para a participação de todos. Como aprendiz procuro olhar sempre, tudo, de forma bastante crítica.
Há uma busca constante para a interatividade entre os alunos e professora. Essa interatividade é feita de diversas formas, como questionamento para o levantamento do conhecimento prévio e a divisão desse conhecimento com os demais colegas de sala. Assim posso ouvir suas idéias e aproveitar o conhecimento já adquirido em anos anteriores ou no dia-a-dia do aluno, nessas situações, muitas vezes, até aprendemos com quem deveríamos estar só ensinando. O que é bem vindo e prazeroso.
Por mais que estudamos e acreditamos saber tudo, tem sempre alguém que, no mínimo, em um ponto sabe mais que nós, por isso a convivência e a interatividade é sempre muito importante para assimilarmos parte do conhecimento de outras pessoas, como os colegas, por exemplo. Quem de nós nunca aproveitou uma tática de outro professor que deu certo?
Em salas heterogenias, como as que atuamos hoje, é fundamental que haja mudanças constantes, até mesmo quando acreditamos estar atingindo nosso objetivos, pois nem sempre as nossas propostas atingem a todos com a mesma facilidade. Assim, observamos que as mudanças são necessárias para uma melhor aprendizagem.
As vezes temos receio de mudarmos atitudes e comportamentos, até mesmo, porque acreditamos que tem dado certo, e também é bem mais cômodo. E assim continuamos na mesmice. Mesmice essa que nos impede de promovermos grandes mudanças positivas em nossas vidas e na vida daqueles que depositam em nós a confiança da aprendizagem.
Então sempre que percebo que a minha forma de ensinar não tem sua finalidade atingida, busco mudanças e parcerias com os alunos e colegas. Mas nem sempre é confortável descobrir que nossa forma de ensinar e aprender não é a certa ou adequada. Afinal, estamos habituados com o “ensinar” do nosso jeito e o novo, por mais que necessário, ainda nos assustam.

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